Não são equipamentos para fiscalização, não é gente para cuidar da área e também não é o Plano de Manejo. Sem que o governo federal deixe bem claro quem é o dono da terra e resolva as pendências com antigos ou pretensos donos, as chances de uma unidade de conservação reduzir o desmatamento caem bastante. A importância da regularização fundiária para o sucesso das áreas protegidas é uma das conclusões de um estudo publicado esta semana, na revista científica Environmental Research Letters.
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Governo reconhece o primeiro mosaico brasileiro de Áreas Protegidas que reúne TIs e UCs
O Mosaico do Oeste do Amapá e Norte do Pará tem extensão de mais de 12 milhões de hectares e é formado por três Terras Indígenas (TIs) e seis Unidades de Conservação (UCs). Incide parcialmente sobre 11 municípios no Amapá e cinco no Pará. Fruto de um longo processo de diálogo, mapeamento da situação local e construção de propostas e cenários futuros comuns, o Mosaico fortalece a perspectiva de um planejamento regional integrado entre Àreas Protegidas
Territórios habitados por povos indígenas de dois troncos linguísticos diferentes, Karib e Tupi-Guarani, florestas públicas concebidas para uso direto de seus recursos, parques com finalidade de conservação, pesquisa e turismo e um território concedido a uma população extrativista por reconhecimento de seu modo de viver sustentável. Esta é a configuração do mosaico reconhecido no início de janeiro, com cerca de 12.400.000 hectares de contínuo florestal em uma das regiões mais conservadas do Brasil e do mundo: Amapá e norte do Pará, na margem esquerda do rio Amazonas, que reúne três Terras Indígenas (TIs) e seis Unidades de Conservação (UCs) em âmbito municipal, estadual e federal. Continuar lendo
Instituto lança sistema high tech contra fogo em UC
O combate a incêndios florestais em unidades de conservação (UCs) federais ganha mais eficiência a partir de agora. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acaba de lançar o sistema “Alerta”, que recebe informações de satélites e emite avisos por e-mail logo que sejam detectados focos de calor (alterações de temperatura da superfície terestre) no interior das UCs.
O sistema opera com informações dos satélites utilizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os focos de calor são identificados e reunidos em um aglomerado. Cada aglomerado, que cobre uma área de dois quilômetros, gera um alerta. Continuar lendo
Carta da sociedade sobre retrocessos socioambientais do governo
Ao contrário do anúncio de que a presidente aprofundará as boas políticas sociais do governo anterior, na área socioambiental, contrariando o processo histórico, há uma completa descontinuidade.
Um grupo de entidades socioambientais divulgou, nesta terça-feira, 6/3, uma carta aberta à sociedade denunciando os retrocessos do atual governo em relação às demandas socioambientais. Trata-se, segundo estudos, do pior resultado ambiental da história do país desde o fim da ditadura militar.
Leia abaixo o texto publicado.
RETROCESSOS DO GOVERNO NA AGENDA SOCIOAMBIENTAL
O primeiro ano do governo da Presidente Dilma Rousseff foi marcado pelo maior retrocesso da agenda socioambiental desde o final da ditadura militar, invertendo uma tendência de aprimoramento da agenda de desenvolvimento sustentável que vinha sendo implementado ao longo de todos os governos desde 1988, cujo ápice foi a queda do ritmo de desmatamento na Amazônia no Governo Lula. Os avanços acumulados nas duas últimas décadas permitiram que o Brasil fosse o primeiro país em desenvolvimento a apresentar metas de redução de emissão de carbono e contribuíram decisivamente para nos colocar numa situação de liderança internacional no plano socioambiental.