Primeira votação de destaques à MP do Código Florestal desagrada ambientalistas

A primeira votação de destaques à Medida Provisória (MP) do Código Florestal deixou a bancada ambientalista insatisfeita. Isso porque a comissão mista que analisa as propostas de emendas ao texto enviado pelo governo aprovou a inclusão no projeto de destaque que acaba com as áreas de preservação permanente (APPs) em rios não perenes.

Assim, os rios que nãos são permanentes, que secam durante determinado período do ano, não precisarão mais ter as margens preservadas. Para o senador Jorge Viana (PT-AC), que relatou o projeto do código no Senado, essa emenda trata da metade dos rios do país. Continuar lendo

Marcha a ré: protesto contra política ambiental de Dilma

Organizada pelo Comitê Universitário em Defesa das Florestas (Brasília), pelo Comitê Fluminense em Defesa das Florestas, por Brasil pelas Florestas e diversas outras organizações, uma passeata saiu nesta segunda-feira 18 do Museu de Arte Moderna às 14h30 e, durante duas horas, percorreu as principais artérias do centro do Rio de Janeiro. O público, calculado em pouco mais de mil pessoas, carregava cartazes protestando contra a política ambiental do governo e faixas recriminando a atual versão do Código Florestal e a construção da usina hidrelétrica Belo Monte. Cartões vermelhos foram levantados para os ruralistas e amarelos para Dilma.

A marcha ambientalista não foi a primeira do dia. Pela manhã, milhares de sindicalistas e de mulheres realizaram suas próprias passeatas de protesto. O trânsito foi prejudicado pois várias avenidas ficaram interditadas quando da passagem dos diversos grupos.

Estas são algumas imagens da marcha ambientalista:

Foto: Haroldo Castro

A Marcha A Ré da Rio+20 deixou o Museu de Arte Moderna no início da tarde, retornano ao mesmo local duas horas mais tarde. Continuar lendo

A falácia da recomposição de APP e Reserva Legal

Os ruralistas parecem ter um argumento forte quanto à recomposição de Áreas de Preservação Permanente e Reservas Legais: fica muito caro! E pode ficar mesmo. O reflorestamento até de exóticas e de florestas homogêneas pode custar desde 2 mil reais até muito mais por hectare. O reflorestamento com essências nativas, se bem feito, fica ainda mais difícil e caro. Mas o “x” da questão é que pode custar nada ou quase nada.

O primeiro reflorestamento com essências nativas de que se tem notícia e registro no Brasil foi executado ainda na época do segundo império. Foi na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro. A ação foi coordenada pelo major Gomes Archer, a partir de 1861, com o objetivo de garantir água limpa para a cidade. Archer trabalhou 13 anos plantando cerca de 100.000 mudas de espécies eminentemente da Mata Atlântica, substituindo plantações de café e cana de açúcar que haviam se estabelecido no local. Continuou seu trabalho o barão de Escragnolle e o resultado é a magnífica floresta do hoje Parque Nacional da Tijuca.

Há inúmeros outros exemplos de reflorestamento executados no país, quer seja por empresas privadas ou públicas, por agências governamentais ou por ONGs. Só para dar um exemplo, a Companhia Energética de São Paulo (CESP) chegou a reflorestar 700 hectares por ano exclusivamente com essências nativas da Mata Atlântica. Mas, como disse, os exemplos abundam.

Leia o artigo de Maria Tereza Pádua, publico em O Eco