Cerca de 400 pessoas, entre indígenas, quilombolas, trabalhadores rurais sem terra e representantes de organizações não governamentais, participaram nesta quarta-feira, 18 de abril, de uma passeata por dentro do Centro Político e Administrativo (CPA), sede dos poderes legislativo, executivo e judiciário de Mato Grosso. A manifestação pacífica terminou na Assembleia Legislativa, com a entrega de uma carta de denúncias contra medidas que ameaçam direitos conquistados pelas populações tradicionais. A resposta dos deputados estaduais foi a promessa de que eles apoiariam a carta dos povos em uma moção que seria enviada ao Congresso Nacional.
Nesta semana em que se procuram assuntos relacionados aos índios por causa do 19 de Abril, os indígenas não querem comemorar. Querem reivindicar e denunciar uma sequência de ameaças que sofrem em seus territórios (e também fora deles), além de peças legislativas que tramitam com celeridade no Congresso Nacional consideradas enormes retrocessos à conquista de direitos de indígenas e quilombolas. É o caso da PEC 215, que transfere do Executivo para o Legislativo o poder de criar terras indígenas. O movimento tem certeza de que isso significa o fim da demarcação e da homologação dos territórios indígenas em função do interesse ruralista da maior parte de senadores e deputados. Continuar lendo

