Brasileiro abastece mais com gasolina e afeta metas de mudanças climáticas

O Estadão apontou que segundo um documento publicado pelo Ministério do Meio Ambiente no ano passado as emissões de gás carbônico por veículos cresceriam até 2020 a uma média de 4,7% ao ano, por conta do aumento da frota de veículos no País. Esse porcentual já é maior do que a média de crescimento das emissões registrada num período de 30 anos, até 2009, ano em que o Brasil assumiu metas de redução das emissões de gases de efeito estufa para 2020.

A queda de 35%, ou quase 6 bilhões de litros, nas vendas de etanol nos últimos dois anos coloca em risco o cumprimento das metas de corte das emissões de gases de efeito estufa assumidas pelo Brasil.

O movimento surpreendeu o Ministério do Meio Ambiente, cujo cenário principal para emissão de gases de efeito estufa pressupunha uso crescente de etanol. A expansão do biocombustível seria responsável por uma redução de 79 a 89 milhões de toneladas de gás carbônico lançadas na atmosfera até 2020, numa contribuição entre 8% e 9% da meta total de corte das emissões com que o governo se comprometeu em 2009.

Grande parte do cumprimento da meta depende da redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado, maior fonte dos gases de efeito estufa no País. A queda nas vendas de etanol ao consumidor torna ainda mais crucial o combate às motosserras.

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Satélites na guerra contra a mudança climática global

Um efeito surpreendente das decisões tomadas pelos países partes na Convenção do Clima, em Durban, na África do Sul, é o aumento imediato da demanda por imagens de satélite para monitoramento ambiental.

Muitos atribuem à “Plataforma de Durban” maior interesse este ano pelos dados de satélites. As decisões tomadas em Durban, durante a COP17, não foram muito animadoras para quem quer mais ação imediata no enfrentamento da mudança climática. Mas elas reduziram incertezas, ao estabelecer um cronograma para se chegar a um acordo mais abrangente sobre  mudança climática até 2020. Também marcaram data para rever as metas já adotadas pelos países de reduções de emissões. Será em 2015, à luz do próximo relatório do IPCC, o painel científico multilateral que analisa o estado atual da ciência do clima. Como é improvável que as novas descobertas da ciência do clima mostrem alguma redução nos riscos postos pelo aquecimento global tudo indica que essas metas terão que ser revistas.

Leia o artigo completo de Sérgio Abranches, publicado em www.ecopolitica.com.br