
Grupo de diamantino: Rutimara e Odilio ( de boné) observam as variedades de sementes
Agricultores familiares, indígenas, pesquisadores, técnicos de diferentes instituições e financiadores estiveram reunidos durante três dias em São Félix do Araguaia ((1200 quilômetros de Cuiabá) durante o 4º Encontro da Rede de Sementes do Xingu. O encontro aconteceu entre os dias 09, 10 e 11 de agosto e foi organizado pelo Instituto Socioambiental (ISA), Associação Nossa Senhora de Assunção (ANSA) e Comissão Pastoral da Terra (CPT).
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A Rede de Sementes do Xingu é um sistema de comercialização que incentiva a responsabilidade das pessoas para com a natureza. Envolve um trabalho de restauração em áreas degradadas e preservação da biodiversidade e está investindo em monitoramento das espécies e das áreas. O trabalho é realizado com agricultores familiares e indígenas das regiões do Xingu, Araguaia e bacia do Paraguai. Estes povos estão sofrendo forte pressão pelo avanço do agronegócio e pelo modelo de desenvolvimento rural imposto pelo setor para Mato Grosso. Para se ter uma ideia, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, 22 mil assentados ocupam o mesmo espaço que as 2012 fazendas com maior extensão da região. As monoculturas, principalmente a soja, ocupam 1 milhão de hectares, segundo o IBGE. Já o rebanho bovino ultrapassa 6 milhões de cabeça de gado.
Nesses quatro anos, a Rede cresceu, vem ganhando visibilidade e recebendo mais pedidos de adesão. Além da repercussão na mídia, o projeto é objeto de pesquisa de algumas universidades e, hoje, está se organizando para se tornar uma associação independente. Continuar lendo →