“O governo Dilma não está dando a devida importância para a agenda climática e perdendo conquistas passadas”, avalia André Ferretti, coordenador geral do Observatório do Clima, rede de mais de 30 ONGs e que tem por foco impulsionar e monitorar esse tema nas políticas públicas. Continuar lendo
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Decreto com vetos de Dilma à MP do Código Florestal é publicado
Presidente fez nove vetos à Medida Provisória aprovada no Congresso. Dilma vetou benefícios a grandes produtores e recomposição de frutíferas.
O decreto presidencial que altera a medida provisória aprovada pelo Congresso, que muda o texto do novo Código Florestal, foi publicado na manhã desta quinta-feira (18) no “Diário Oficial da União”.
O governo anunciou nesta quarta-feira (17) que realizaria suspensões ao texto aprovado pelos senadores em setembro. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, as modificações foram fundamentadas em três princípios: “Não anistiar, não estimular desmatamentos ilegais e assegurar a inclusão social no campo em torno dos pequenos proprietários”, disse. Continuar lendo
Marcha a ré: protesto contra política ambiental de Dilma
Organizada pelo Comitê Universitário em Defesa das Florestas (Brasília), pelo Comitê Fluminense em Defesa das Florestas, por Brasil pelas Florestas e diversas outras organizações, uma passeata saiu nesta segunda-feira 18 do Museu de Arte Moderna às 14h30 e, durante duas horas, percorreu as principais artérias do centro do Rio de Janeiro. O público, calculado em pouco mais de mil pessoas, carregava cartazes protestando contra a política ambiental do governo e faixas recriminando a atual versão do Código Florestal e a construção da usina hidrelétrica Belo Monte. Cartões vermelhos foram levantados para os ruralistas e amarelos para Dilma.
A marcha ambientalista não foi a primeira do dia. Pela manhã, milhares de sindicalistas e de mulheres realizaram suas próprias passeatas de protesto. O trânsito foi prejudicado pois várias avenidas ficaram interditadas quando da passagem dos diversos grupos.
Estas são algumas imagens da marcha ambientalista:
A Marcha A Ré da Rio+20 deixou o Museu de Arte Moderna no início da tarde, retornano ao mesmo local duas horas mais tarde. Continuar lendo
Ideli reitera que haverá veto no Código Florestal
A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, reiterou nesta segunda-feira que haverá veto na análise que a presidente Dilma Rousseff fará do novo Código Florestal recentemente aprovado pelo Congresso Nacional.
“Vai ter veto e o prazo é dia 25″, disse Ideli a jornalistas após participar com Dilma de assinatura de ordem de serviço para a construção de uma ponte em Laguna (SC).
“Qual é (o veto), é ela (Dilma) quem sabe”, acrescentou a ministra.
13 Razões para o Veto Total ao PL 1876/99 do Código Florestal
Texto reflete exame minucioso do Projeto de Lei 1876/99, revisado pela Câmara dos Deputados na semana passada, à luz dos compromissos da Presidenta Dilma Rousseff assumidos em sua campanha nas eleições de 2010.
por André Lima, Raul Valle e Tasso Azevedo*
Para cumprir seu compromisso de campanha e não permitir incentivos a mais desmatamentos, redução de área de preservação e anistia a crimes ambientais, a Presidenta Dilma terá que reverter ou recuperar, no mínimo, os dispositivos identificados abaixo. No entanto, a maioria dos dispositivos são irreversíveis ou irrecuperáveis por meio de veto parcial.
A hipótese de vetos pontuais a alguns ou mesmo a todos os dispositivos aqui comentados, além de não resolver os problemas centrais colocados por cada dispositivo (aprovado ou rejeitado), terá como efeito a entrada em vigor de uma legislação despida de clareza, de objetivos, de razoabilidade, de proporcionalidade e de justiça social. Vulnerável, pois, ao provável questionamento de sua constitucionalidade. Além disso, deixará um vazio de proteção em temas sensíveis como as veredas na região de cerrado e os mangues. Continuar lendo
A votação do Código Florestal foi adiada mais uma vez, e não ocorrerá mais no mês de março
Segundo informações do Estadão, a presidente Dilma Rousseff desafiada pela base aliada, pediu na última quinta-feira, 8, socorro ao vice, Michel Temer (PMDB), sob o impacto da derrota política pessoal sofrida na véspera, quando o Senado rejeitou sua indicação para a direção-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Temer foi chamado logo cedo ao Palácio do Planalto e ouviu da presidente um pedido de ajuda para retomar o diálogo com o Congresso e pacificar a base conflagrada, especialmente o PMDB.
No curto prazo, a rebelião terá pelo menos mais um efeito colateral: a votação do Código Florestal, que estava prevista para ser realizada na semana que vem, está adiada, e não ocorrerá mais no mês de março. O governo está convencido de que se a votação fosse realizada na semana que vem, o texto apoiado pelo Planalto seria derrotado.
A gravidade da situação foi traduzida por um dos interlocutores mais próximos da presidente. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, admitiu que o Palácio do Planalto vive um “momento tenso” na relação com a base aliada. “Vamos dialogar, conversar, entender. Não é hora de nenhuma declaração precipitada. É hora de entender que a democracia implica vitória e derrota. E vamos avançando.”
Fonte: Estadão
Presidente acena com vetos ao Código Florestal?
Durante o Fórum Social Mundial Temático, que terminou ontem, a presidente Dilma Rousseff garantiu que o novo Código Florestal, em tramitação na Câmara, “não será o texto dos sonhos dos ruralistas”.
Em reunião com 80 entidades da sociedade civil, na semana passada, a presidente sinalizou que vai barrar propostas que aumentem o desmatamento, caso sejam aprovadas pelo Congresso.
O aceno de Dilma foi bem recebido. “Dilma disse claramente que o texto não será o código dos sonhos dos ruralistas. Ela assumiu esse compromisso”, comentou Mauri Cruz, um dos organizadores do fórum social. “Isso não significa que o código vai ser perfeito, mas sinaliza que ela não vai sancionar do jeito que está”, disse Cruz.
Fonte: Amazonia.org.br

