A falácia da recomposição de APP e Reserva Legal

Os ruralistas parecem ter um argumento forte quanto à recomposição de Áreas de Preservação Permanente e Reservas Legais: fica muito caro! E pode ficar mesmo. O reflorestamento até de exóticas e de florestas homogêneas pode custar desde 2 mil reais até muito mais por hectare. O reflorestamento com essências nativas, se bem feito, fica ainda mais difícil e caro. Mas o “x” da questão é que pode custar nada ou quase nada.

O primeiro reflorestamento com essências nativas de que se tem notícia e registro no Brasil foi executado ainda na época do segundo império. Foi na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro. A ação foi coordenada pelo major Gomes Archer, a partir de 1861, com o objetivo de garantir água limpa para a cidade. Archer trabalhou 13 anos plantando cerca de 100.000 mudas de espécies eminentemente da Mata Atlântica, substituindo plantações de café e cana de açúcar que haviam se estabelecido no local. Continuou seu trabalho o barão de Escragnolle e o resultado é a magnífica floresta do hoje Parque Nacional da Tijuca.

Há inúmeros outros exemplos de reflorestamento executados no país, quer seja por empresas privadas ou públicas, por agências governamentais ou por ONGs. Só para dar um exemplo, a Companhia Energética de São Paulo (CESP) chegou a reflorestar 700 hectares por ano exclusivamente com essências nativas da Mata Atlântica. Mas, como disse, os exemplos abundam.

Leia o artigo de Maria Tereza Pádua, publico em O Eco

 

Organizações vão elaborar protocolo sobre monitoramento de Sistemas Agroflorestais

Documento vai ampliar base de informações e aprimorar o trabalho

Técnicos durante oficina de SAF. Foto: Arquivo ICV

A região norte de Mato Grosso, conhecida como Portal da Amazônia, que abriga 16 municípios, possui diversas instituições que atuam no apoio a implantação de sistemas agroflorestais sucessionais (SAF). Apesar de diferenças metodológicas, estes trabalhos têm como eixo comum a adoção das agroflorestas sucessionais como base para a recuperação de áreas degradadas e para a geração de renda.

Neste contexto, surgiu a necessidade da criação de mecanismos que permitam e facilitem o processo de monitoramento e avaliação desses sistemas.

Para atingir este objetivo, foi realizada em Alta Floresta, entre os dias 22 e 23 de março, uma oficina que discutiu a elaboração de um protocolo de monitoramento que sirva como base para todas as instituições da região, permitindo desta forma ampliar as informações e aprimorar o trabalho. Continuar lendo