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08 de setembro de 2010
| inverno lua minguante |
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Segundo relatório da ONG, se o processo atual de produção de grãos e de matérias-primas para biocombustíveis continuar, nos próximos 10 anos essas atividades irão se expandir alcançando mais 10 milhões de hectares, sobretudo, no bioma Cerrado.
As áreas da atividade pecuarista, que podem ser cedidas à agricultura, são pastagens já degradadas. E segundo o pesquisador da Embrapa Sudeste, Alberto Bernardi, a recuperação do solo é economicamente inviável aos criadores. Entretanto, a partir do plantio e rotação de culturas de milho, soja, sorgo e feijão, é possível manter a composição química do terreno.
O sistema mais indicado para incentivar a produtividade agropecuária no país é o de Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). A partir dele, é possível plantar capim e receber o gado nos meses em que não é época de plantio de soja ou milho. Entretanto, o tempo de maturação entre uma atividade e outra é diferente. O coordenador da Comissão de Sustentabilidade Socioambiental, da Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso (Aprosoja), Ricardo Arioli, explica que o desenvolvimento da soja ocorre em 120 dias, mas, na última safra, o estado conseguiu a maturação em 100 dias. Em contrapartida, o tempo médio entre nascimento e idade de abate do gado é de 48 meses, segundo o diretor executivo da Associação dos Proprietários Rurais do Mato Grosso (APER-MT), Paulo Resende.