Fundo Amazônia começa a distribuir recursos para projetos de uso sustentável das florestas

Brasília – Um ano após parceria firmada na Rio+20 para operacionalizar recursos do Fundo Amazônia, a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmaram hoje (19), no Palácio do Planalto, os primeiros convênios com entidades da sociedade civil para a execução de projetos. O Fundo Amazônia capta doações para investimentos não reembolsáveis em projetos que auxiliem na proteção, conservação e no uso sustentável das florestas no Bioma Amazônia.

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Desmatamento cresce 82% em Mato Grosso

Daniela Torezzan / ICV

Foto: Ibama-MT

Dados do Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD) divulgados nesta semana pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) confirmam a tendência de alta no desmatamento em Mato Grosso, registrada desde agosto do ano passado. Em maio, o estado desmatou 51 quilômetros quadrados de floresta, representando 61% do total detectado em toda a Amazônia Legal (84 quilômetros quadrados). Neste cenário, entre os dez municípios que mais desmataram oito estão localizados em Mato Grosso: Nova Maringá, Marcelândia, Porto dos Gaúchos, Juína, Santa Rita do Trivelato, Rondolândia, Nova Mutum e Apiacás.

Figura 9. Municípios mais desmatados na Amazônia Legal em maio de 2013 (Fonte: Imazon /SAD).

Municípios mais desmatados na Amazônia Legal em maio de 2013 (Fonte: Imazon /SAD).

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Quatro décadas de desmatamento

Segundo estimativas do INPE e da ONU, no ano de 1970 a floresta amazônica cobria 4.100.000 km² do território brasileiro. Quatro décadas depois, mais de 750.000 km² de floresta foram desmatados, significando que por volta de 20% da floresta existente em 1970 já foi derrubada. 91 % da dessa terra desmatada desde 1970 é usada para pastagem de gado, apesar da Amazônia ser a floresta tropical mais rica em espécies do mundo, com milhões de espécies de insetos, dezenas de milhares de espécies de plantas, milhares de espécies de peixes, pássaros e mamíferos.

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Cotriguaçu elabora campanha de conscientização sobre queimadas

CotriguaçuDaniela Torezzan / ICV

O período de seca em Mato Grosso já começou e com ele o risco das queimadas e incêndios florestais aumenta. Pensando nos transtornos e prejuízos que o fogo pode trazer para a sociedade, como poluição do ar, prejuízos econômicos, problemas de saúde e destruição da fauna e flora, entre outros, o município de Cotriguaçu, localizado na região noroeste de Mato Grosso, prepara uma campanha de sensibilização sobre o tema. Nesta quinta-feira (13) aconteceu a terceira reunião com representantes da prefeitura, Conselho Municipal de Meio Ambiente, Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais – Prevfogo (Ibama) e Organizações Não-Governamentais, com o objetivo de discutir as estratégias e ações que serão desenvolvidas no sentido de fazer um alerta sobre a questão.

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Sema não apresenta Programa de Regularização Ambiental para Assembleia Legislativa

compacta

Djhuliana Mundel / ICV

Com auditório lotado, a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou uma reunião nesta quarta-feira (12) na qual o secretário de Estado de Meio Ambiente, José Lacerda, faria uma apresentação sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental Rural (PRA), com a finalidade de esclarecer as dúvidas referentes às alterações estaduais visando a implementação do novo Código Florestal. Entretanto, apesar da prévia confirmação, o secretário chegou apenas quando a reunião já havia sido finalizada. Alegando compromissos de última hora, Lacerda foi representado pelo secretário adjunto de base florestal, José Rezende, que explicou não ter condições de apresentar nenhum conteúdo, já que o assunto ainda estava sendo discutido na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT).

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Previsão de fogo para a Amazônia

Esta semana, cientistas americanos divulgaram dois estudos que aumentam a preocupação com o próximo período de estiagem na Amazônia. A previsão de que o período de incêncios florestais será mais servero do que em anos anteriores se soma a um dado que ressalta o potencial destrutivo das chamas. Em anos de grandes incêndios, o fogo de sub-bosque, aquele que se espalha lentamente e escondido sob a copa das árvores, é capaz de atingir áreas maiores do que o desmatamento na região.

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