Dep. Bonh Gass diz que governo não negociou aprovação de MP do Código Florestal

O presidente da comissão especial que analisou a Medida Provisória do Código Florestal, deputado Bonh Gass (PT-RS), declarou ontem (30) que o governo não participou das negociações com as bancadas ruralista e ambientalista que propiciaram a aprovação da matéria na comissão, em 28/8.

Segundo Bonh Gass, as ministras de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, estavam informadas sobre o assunto, mas o acordo foi fechado pelos parlamentares envolvidos.

“A única possibilidade foi tentar votar e evitar o desastre de a MP perder a validade por decurso de prazo no dia 8 de outubro. No entendimento que fizemos eu disse que o governo não estava negociando mais. Aí iniciamos o entendimento, o que é algo razoável e dialoga com quem produzir e com quem preservar”, disse o deputado. Continuar lendo

Justiça Federal irá julgar ação de improbidade contra hidrelétricas no Rio Juruena, Mato Grosso

Obras que afetam costumes indígenas e rio pertencente à União não podem ser analisadas pela Justiça Estadual, diz MPF

Em julgamento ocorrido nesta segunda, 27, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) acatou recurso do Ministério Público Federal (MPF) e decidiu que a ação proposta pelo MPF contra várias pessoas envolvidas nas obras do complexo hidrelétrico Juruena será julgada pela Justiça Federal, e não pela Justiça Estadual. As obras, se concretizadas da maneira como estão, podem colocar em risco rituais indígenas e o equilíbrio natural do rio Juruena, situado no  norte de Mato Grosso, alega o MPF.

A ação por improbidade administrativa foi proposta em 2008 contra o Estado do Mato Grosso, o secretário estadual de Meio Ambiente à época, Luiz Henrique Daldegan e seu adjunto, Salatiel Araújo, o ex-presidente da extinta Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fema), Frederico Guilherme Müller, o servidor Joilson Correa, e o consórcio Juruena Participações e Investimentos S.A, responsável pelas obras do Complexo Juruena, que inclui cinco Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) em construção ao longo do rio. Continuar lendo

Comissão mista aprova mudanças na MP do Código Florestal

O GOVERNO CEDEU MAIS UMA VEZ. FECHARAM ‘ACORDÃO’ TEMENDO O VENCIMENTO DA MEDIDA PROVISÓRIA EM 8 DE OUTUBRO

A comissão mista que analisa a Medida Provisória do Código Florestal (MP 571/12) acaba de aprovar por votação simbólica as mudanças no texto, propostas pelo relator da medida, senador Luiz Henrique (PMDB-SC).

Pelo texto aprovado, o artigo 61-A da medida passa a estabelecer que as APPs à beira de cursos de rios deverão ter 15 metros, nas propriedades com área de quatro a 15 módulos fiscais pelas quais passem rios com até 10 metros de largura. No texto original da MP, a área a ser preservada seria maior, de 20 metros, e essa regra valeria apenas para propriedades menores, com áreas de quatro a 10 módulos fiscais. Continuar lendo

Comissão retoma hoje votação de emendas à MP do Código Florestal

Integrantes das bancadas ruralista e ambientalista se reuniram ontem à noite com ministra Ideli Salvatti, em busca de acordo

Foto: Agência Câmara de Notícias

A comissão mista encarregada de analisar a Medida Provisória 571/12, que altera o novo Código Florestal (Lei 12.651/12), se reúne hoje para dar continuidade à votação dos destaques apresentados ao parecer do relator da MP, senador Luiz Henrique (PMDB-SC). A comissão já aprovou o texto-base do relator e ainda precisa analisar 38 destaques.

O texto-base do parecer estabelece, por exemplo, a obrigatoriedade de recuperação de 20 metros de mata ciliar nas médias propriedades, de 4 a 10 módulos fiscais. Os ruralistas queriam a redução dessa faixa para 15 metros, mas o relator concordou apenas que a porção recuperada não poderá ocupar mais do que 25% da propriedade. Continuar lendo

A humanidade já acabou com seu orçamento ecológico para 2012

“Em menos de oito meses, acabamos com todos os recursos que o planeta pode prover e com todo o carbono que pode absorver de forma sustentável”, destaca em um comunicado.

Um estudo divulgado pela Rede da Pegada de Carbono Global, uma entidade de pesquisa do meio ambiente, e a Fundação Nova Economia (Nef, na sigla em inglês), um “think-tank” com sede em Londres, criadora do “Dia da dívida ecológica”, confirmou que, na quarta-feira (22-08), a humanidade acabou com seu orçamento ecológico anual para 2012, e entrou em déficit ecológico. No caso da Espanha, isso aconteceu no dia 22 de abril.

“Em menos de oito meses, acabamos com todos os recursos que o planeta pode prover e com todo o carbono que pode absorver de forma sustentável”, destaca em um comunicado. Como consequência, no restante do ano “viveremos com o crédito do planeta e de futuras gerações, sobre-explorando os recursos naturais e acumulando carbono na atmosfera”. Continuar lendo

Liminar do presidente do STF libera obras de Belo Monte

Uma liminar do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, liberou nesta segunda-feira a retomada das obras da hidrelétrica de Belo Monte, suspensa desde a semana passada, conforme decisão da 5a Turma do Tribunal Regional Federal (TRF-1), de Brasília, segundo a assessoria de imprensa do STF.

Britto concedeu liminar que suspende os efeitos do decisão do TRF-1, mas ainda vai julgar o mérito do caso.

A suspensão das obras foi resultado de uma ação movida pelo Ministério Público Federal no Pará, que baseia seu argumento no fato de que o Congresso Nacional deveria ter feito consulta prévia às comunidades indígenas antes de aprovar o Decreto Legislativo que liberou a construção da usina.

A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com recurso na sexta-feira .

Na tarde desta segunda-feira, a Procuradoria-Geral da República havia encaminhado ao STF um parecer em que defendia a manutenção da suspensão das obras .

A usina, que terá 11,2 mil megawatts (MW) quando concluída, tem que entrar em operação no início de 2015.

Entre os acionistas da Norte Energia, estão Eletrobras e suas subsidiárias (49,9 por cento), Neoenergia (10 por cento), Cemig e Light (9,77 por cento), além de fundos de previdência Petros (10 por cento) e Funcef (5 por cento).

Fonte: amazonia.org.br

Sociedade mato-grossense discute implantação do sistema estadual de REDD

A proposta é resultado do trabalho de dois anos do Grupo de Trabalho de REDD com consultas públicas e reuniões setoriais

Daniela Torezzan / ICV

Foto: Daniela Torezzan / ICV

Cerca de 200 pessoas representando governos federais e estaduais, organizações não governamentais, setores produtivos, populações indígenas e estudantes, participaram nesta quinta-feira (23) do Seminário “REDD+ em Mato Grosso: rumo à implementação”. O objetivo foi apresentar a proposta de funcionamento do sistema estadual e discutir questões relacionadas aos benefícios climáticos e sociais, custos e fontes de financiamento, além de compartilhar experiências que já estão em desenvolvimento em outros estados, como Acre e Pará. Continuar lendo

Governo e sociedade concordam que controle da exploração florestal em Mato Grosso precisa melhorar

Principal falha apontada é a falta de integração dos sistemas do IBAMA (DOF) e da Sema/MT (Sisflora)

Daniela Torezzan / ICV

Trabalho em um dos grupos criados para encaminhar discussões. Foto: Daniela Torezzan / ICV

Nesta terça-feira os debates do evento que discute o monitoramento e controle florestal de Mato Grosso ficaram em torno da necessidade de integração das informações dos sistemas federal e estadual. Em nível federal existe o Documento de Origem Florestal (DOF) e, em Mato Grosso, o Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (SISFLORA), principais instrumentos de controle da atividade florestal.

Os representantes do governo, sociedade civil e setor madeireiro concordam que essa falha deixa o processo vulnerável, além de causar transtornos pela lentidão e discrepância nas informações.

Os problemas apontados referem-se, principalmente, ao fato de os dois sistemas terem nomenclaturas, lógicas e exigências diferentes. Essa questão já havia sido elegida como ponto de atenção a ser melhorada no primeiro Seminário, realizado em 2011. Continuar lendo

Seminário discute implantação sistema de REDD+ em Mato Grosso

Evento abordará também o desenvolvimento de atividades rurais com baixas emissões de gases do efeito estufa

Daniela Torezzan / ICV

Será realizado nesta quinta-feira (23) o Seminário REDD+ em Mato Grosso: Rumo à implementação. O objetivo do evento, promovido pela Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema/MT), Instituto e Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e Instituto Centro de Vida (ICV), é apresentar a proposta de funcionamento do Sistema Estadual de REDD+ em Mato Grosso e discutir os potenciais benefícios climáticos e sociais, além de custos e fontes de financiamento para a sua implementação. Continuar lendo

Monitoramento e controle da exploração florestal em Mato Grosso ainda são frágeis

Relatório aponta que houve poucos avanços e que recomendações para melhorias no sistema não foram implementados

Daniela Torezzan / ICV

Foto: Daniela Torezzan / ICV

O II Seminário sistema de monitoramento e controle da exploração florestal de Mato Grosso teve início nesta segunda-feira com a apresentação do relatório de avaliação dos avanços e novos desafios, elaborado por Julio César Bachega, consultor em gestão florestal do Instituto Centro de Vida (ICV), com apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT), Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (CIPEM) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

O documento, de 31 páginas, avalia as ações propostas na primeira edição do Seminário, realizada em 2011, e que ficaram sob a responsabilidade da SEMA, IBAMA e CIPEM. Traz ainda uma atualização sobre aspectos críticos dos sistemas de controle florestal, particularmente o Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora) e o Documento de Origem Florestal (DOF), apontando pontos fortes e fragilidades. Além disso, o relatório aborda as alterações ocorridas na legislação federal, como a Lei Complementar nº 140/2011, que delimitou as competências do IBAMA e dos órgãos ambientais estaduais na fiscalização, e as mudanças no Código Florestal. Continuar lendo