O documento considera os resultados do evento um retrocesso socioambiental em relação à Eco-92.
Daniela Torezzan / ICV
As organizações da sociedade civil reunidas no aterro do Flamengo, durante a Rio+20, aprovaram em assembleia, nesta sexta-feira (22) a declaração final da Cúpula dos Povos.
A carta repudia os resultados diplomáticos da conferência ambiental, considerados divorciados da realidade e fracos demais frente aos desafios a serem enfrentados.
Na quarta-feira, lideranças da sociedade civil já haviam pedido que a expressão “com plena participação da sociedade civil” fosse removida do parágrafo introdutório do documento oficial da Rio+20 por entenderem que não retrata a verdade. Ou seja, as organizações e movimentos socioambientais e autogestionados não foram incluídos nas negociações e não concordam com o teor das mesmas.
O documento final da cúpula é resultado de cinco plenárias organizadas em torno dos temas soberania alimentar, trabalho, energia e empresas extrativistas, defesa dos bens comuns e justiça social. Além do consenso contra a Rio+20, a cúpula contesta a ideia de economia verde e o atual modelo de desenvolvimento.
A declaração final da Cúpula dos Povos considera os resultados da RIO+20 um retrocesso em relação à Eco-92.
O documento final da Cúpula dos povos sintetiza os principais eixos discutidos durante as plenárias e assembléias, assim como expressam as intensas mobilizações ocorridas durante esse período – de 15 a 22 de junho.
O documento foi entregue ao secretário-geral da ONU Ban Ki-moon.
Leia aqui o texto completo.
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