Na última quarta-feira (20) a equipe do ICV participou do espaço denominado Yasuni – Criando um mundo novo, onde foi apresentada a iniciativa Yasuní – ITT (Ishpingo-Tambococha-Tiputini).
O Parque Nacional Yasuní é um dos reservatórios mais importante da biodiversidade do planeta e abriga os dois povos em isolamento voluntário no Equador, o Tagaeri e Taromenan.
A iniciativa consiste em um compromisso do Equador de manter suas reservas de 846 milhões de barris de petróleo definidamente inexploradas no ITT, equivalente 20% das reservas do país, localizado no Parque Nacional Yasuní, na Amazônia equatoriana. Em contrapartida, o governo do Equador propôs que a comunidade internacional contribuísse financeiramente com pelo menos U$ 3.600 milhões, equivalente a 50% dos recursos que eles receberiam do Estado se optassem por exploração de petróleo. Basicamente a ideia é que o Equador se mantenha empenhado em guardar suas reservas de petróleo inexploradas no Yasuni ITT National Park. Assim, a comunidade internacional fornece fundos para desenvolver fontes renováveis de energia no Equador, mantendo os ecossistemas e áreas protegidas, reflorestamento de áreas degradadas, promover desenvolvimento social e emprego sustentável, e melhorar a eficiência energética.
Esta iniciativa vai evitar a emissão de 407 milhões de toneladas de CO2, o principal gás que provoca mudança climática. Esta redução é maior que as emissões anuais de países como o Brasil ou a França.
Tiveram várias falas de parceiros e pessoas de vários lugares do mundo, dentre as elas a que mais chamou a atenção foi de uma mulher indiana, Vandana Shiva, que fez uma fala bastante emocionante onde parabenizava a iniciativa e cobrava também da humanidade uma reconexão com a natureza através dos conhecimentos ancestrais. E terminou dizendo que “estamos no momento em um divisor de águas na evolução da humanidade quanto a questão ambiental e que precisamos estar sensíveis a isso”.
Rodrigo Marcelino – analista socioambiental do ICV
