Incentivos Tributários para a Economia da Sustentabilidade

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados realizam na próxima quinta-feira, 31, audiência para debater a sustentabilidade ambiental da politica tributária brasileira. O propósito da audiência é discutir propostas para a inserção de fundamentos de sustentabilidade socioambiental na política tributária brasileira.

Exemplo de política em que os incentivos tributários podem fazer a diferença é na mitigação das emissões de CO2 por desmatamento no Brasil.

É consenso entre gestores ambientais que sem políticas econômicas robustas e de longo prazo, que reorientem os setores produtivos regionais para atividades responsáveis, dificilmente haverá queda adicional nas taxas nos anos que estão por vir. O Brasil, como 6ª economia do mundo, não pode condicionar suas metas nacionais de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) unicamente à cooperação internacional ou ao mercado global de carbono.

É preciso oferecer uma contrapartida. É crucial e urge um debate nacional com consistência, análise crítica e dados de qualidade, sobre a transferência de receitas significativas e capazes de promover a reversão do modelo atual de produção, indutor de degradação florestal e ambiental (fonte de 70% das emissões nacionais de GEE).  Os  poucos recursos oferecidos hoje nos Fundos de Clima e Amazônia somam menos de R$ 300 milhões/ano. Nos últimos quatro anos, porém, o Brasil despejou mais de R$ 550 bilhões em incentivos fiscais para setores como o da indústria automobilistica, serviços, obras de infraestrutura e o agronegócio, que, em grande parte, resultam em em intensificação da pressão sobre os recursos naturais e muita vezes em mais desmatamentos e emissões de CO2. Só para o setor automobilístico, neste ano de 2012 o governo brasileiro deve dispor de mais de R$ 2 bi em isenções fiscais.

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) propôs, com o apoio de parlamentares das comissões de Finanças e Tributação, de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e da Comissão Mista de Mudanças Climáticas, a realização dessa audiência pública, que acontecerá na quinta-feira, dia 31 de maio, às 10h, na Câmara dos Deputados em Brasília. A audiência é aberta para a participação da sociedade e tem como objetivo debater, levantar dados, opiniões e sugestões, de setores do governo e da sociedade com o propósito de criar as bases técnicas e políticas para que sejam inseridos os fundamentos de sustentabilidade socioambiental na política tributária brasileira. Mais informações sobre a audiência: http://bit.ly/LALbwx

Fonte: André Lima / Ipam

Agricultores de Diamantino participam de oficina de mapeamento participativo

Exercício permite resgatar elementos do passado e planejar atividades futuras

Uma oficina de mapeamento cultural colaborativo foi realizada no Projeto de Assentamento (PA) Peraputanga, em Diamantino, entre os dias 14 e 16 de maio.
A capacitação foi o primeiro passo para iniciar o processo de construção de um plano de gestão comunitário do PA onde, nos próximos meses, serão realizadas outras oficinas para discutir: manejo dos recursos naturais disponíveis, potencialidades e fragilidades, zoneamento comunitário, ações prioritárias e planejamento comunitário curto/médio/longo prazo.

Rodrigo Marcelino, analista socioambiental do Instituto Centro de Vida (ICV) apresentou as ferramentas de avaliação ecológica, etnomapeamento, calendário ecológico e etnozoneamento. “Temos sempre que ter um olhar para o que queremos planejar e gerenciar para podermos utilizar os recursos da melhor forma”, explicou.
A capacitação começou com a exposição de algumas noções de cartografia, análise de imagem de satélite da área do assentamento e, na sequência, os agricultores iniciaram o desenho do mapa no papel. Continuar lendo

Deputados ruralistas prometem guerra à MP do Código Florestal

A bancada ruralista pretende apresentar mais de 50 emendas para a Medida Provisória 571, que preenche os vácuos deixados pelos vetos que a presidente Dilma fez ao texto do Código Florestal.

O setor jurídico da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) já elaborou cerca de 50 emendas que devem ser apresentadas pelos parlamentares até sexta-feira, informou o presidente da FPA, deputado Moreira Mendes (PSD-RO).

Além disso, Moreira disse que alguns parlamentares ameaçam entrar com um mandado de segurança contra a medida provisória.

“O governo quer legislar em cima de algo que já foi decidido pela Câmara”, disse o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Na última sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff sancionou o novo Código Florestal com 12 vetos ao texto aprovado pela Câmara.

Publicado pela Folha de São Paulo

Governo volta atrás em mudança no texto do Código Florestal

Reflorestamento com espécie exótica incluído no texto contrariava convenção da ONU

A medida provisória editada nesta segunda-feira pelo governo para substituir trechos vetados do Código Florestal causou grande controvérsia ao permitir o plantio de árvores exóticas, isto é, espécies importadas como eucaliptos e pinheiros do tipo pinus, para recompor a vegetação de margens de rios ou áreas de preservação permanente.
A decisão repercutiu negativamente entre ambientalistas e expôs contradição com convenção da ONU sobre biodiversidade, da qual o Brasil é signatário. Diante da polêmica, o governo decidiu restringir a recomposição apenas a árvores frutíferas e exclusivamente em pequenas propriedades. A retificação será publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União.

Leia mais em O Globo

Nota pública sobre o novo Código Florestal Brasileiro

Após análise da medida provisória e a partir do que foi sancionado, o Comitê Brasil em Defesa das Florestas avalia que o veto parcial da Presidenta Dilma Roussef foi insuficiente para o cumprimento de sua promessa, apesar de contrariar interesses dos setores mais arcaicos do latifúndio, e ainda mantém a anistia e a redução de áreas de proteção (APPs e RLs). Além disto, devolve ao Congresso Nacional a decisão sobre a as florestas, o que será feito apenas após a Rio +20.

Essa situação é fruto da força do agronegócio, que está posicionado de forma hegemônica no Congresso Brasileiro e no próprio Governo Federal. É fundamental a convergência das lutas populares e sociais contra o agronegócio para enfrentá-lo e avançar com as necessidades reais da sociedade brasileira. O governo brasileiro perdeu a oportunidade de não ceder à pressão ruralista e apontar para o desenvolvimento sustentável e social. A mobilização da sociedade deve continuar a pressionar o Congresso e o Governo Federal contra a anistia aos desmatadores. Continuar lendo

Mudanças no texto do Código Florestal são publicadas no ‘Diário Oficial’

A presidente Dilma Rousseff publicou nesta segunda-feira no “Diário Oficial da União” o texto do novo Código Florestal brasileiro, com 12 vetos à proposta que elaborada pelo Congresso.

Na mesma edição, publicou a Medida Provisória n° 571/2012, que preenche as lacunas legais deixadas pelo veto e restaura, mas de forma mais favorável ao agronegócio e ao setor imobiliário, o texto do código elaborado pelo Senado Federal e posteriormente alterado pela Câmara.

Leia notícia completa publicada na Folha de São Paulo

Veja aqui a publicação no Diário Oficial da União – Lei 12.651/2012 – páginas 1 a 8

 

Dilma decide vetar 12 itens e fazer 32 mudanças no Código Florestal Brasileiro

A presidenta Dilma Rousseff decidiu vetar 12 itens do Código Florestal e fazer 32 modificações no texto aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de abril. O governo vai editar uma medida provisória (MP) para regulamentar os pontos que sofreram intervenção da presidenta. Os vetos e a MP serão publicados na edição de segunda-feira (28) do Diário Oficial da União.

“Foram 12 vetos e 32 modificações, das quais 14 recuperam o texto do Senado, cinco correspondem a dispositivos novos e 13 são ajustes ou adequações de conteúdo”, resumiu o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, ao anunciar as decisões.

Entre os pontos vetados está o artigo que trata da consolidação de atividades rurais e da recuperação de  áreas de preservação permanente (APPs). O texto aprovado pelos deputados só exigia a recuperação da vegetação das áreas de preservação permanente (APPs) nas margens de rios de até 10 metros de largura. E não previa nenhuma obrigatoriedade de recuperação dessas APPs nas margens de rios mais largos.

Os vetos estão sendo apresentados pelos ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, da Agricultura, Mendes Ribeiro, do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, e pelo advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, no Palácio do Planalto.

O texto, aprovado pela Câmara no fim de abril, deixou de fora pontos que haviam sido negociados pelo governo durante a tramitação no Senado. Os vetos presidenciais podem ser derrubados pelo Congresso Nacional, desde que tenham o apoio da maioria absoluta das duas Casas – Senado e Câmara – em votação secreta.

Fonte: Agência Brasil
Texto: Danilo Macedo, Luana Lourenço e Yara Aquino
Edição: Vinicius Doria

Dilma faz 12 vetos e 32 modificações ao novo Código Florestal

Cortes visam beneficiar pequenos e favorecer preservação, dizem ministros.
Governo enviará MP para suprir vácuos deixados com mudanças ao texto.

A presidente Dilma Rousseff fez 12 vetos e 32 modificações ao novo Código Florestal, informaram nesta sexta-feira (25) os ministros da Advocacia Geral da União (AGU), do Meio Ambiente, da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário.

O objetivo dos cortes e mudanças no texto aprovado no Congresso, de acordo com o governo, é inviabilizar anistia a desmatadores, beneficiar o pequeno produtor e favorecer a preservação ambiental. Os vetos ainda serão analisados pelo Congresso, que tem a prerrogativa de derrubá-los.

O prazo para sanção do texto, que trata sobre a preservação ambiental em propriedades rurais, vencia nesta sexta. Para suprir os vácuos jurídicos deixados com os vetos, a presidente Dilma Rousseff vai assinar uma medida provisória que será publicada na segunda-feira (28) no “Diário Oficial da União” juntamente com o Código Florestal, informou o ministro da AGU, Luís Inácio Adams.

“São 12 vetos, são 32 modificações, das quais 14 recuperam o texto do Senado Federal, cinco respondem a dispositivos novos incluídos e 13 são adequações ao conteúdo do projeto de lei. Uma medida provisória deverá ser publicada em conjunto com a publicação dos vetos na segunda-feira”, afirmou Adams.

Confira notícia completa no G1

Dilma apresenta nesta sexta vetos ao Código Florestal

Presidente passa o dia analisando o texto com uma equipe de juristas e técnicos; manifestantes protestam no Planalto

A presidente Dilma Rousseff se reúne na manhã desta sexta-feira, 25, com os líderes do governo no Congresso para apresentar a eles os vetos decididos pelo governo para o texto do Código Florestal. O anúncio oficial será às 14 horas, com a presença dos ministros Izabella Teixeira, do Meio Ambiente; Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário; e Mendes Ribeiro, da Agricultura.

A informação foi dada na noite dessa quinta-feira, 24, pela ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que conversou com os líderes Arlindo Chinaglia (PT-SP), José Pimentel (PT-CE) e Eduardo Braga (PMDB-AM), para dar início à estratégia de discussão do Código no Congresso.

Leia notícia completa em O Estado de S.Paulo